Hoje no TOZÉ - Paço dos Negros - Almeirim - Ribatejo- Portugal , a partir das 19,30 horas vamos , mais uma vez realizar o nosso jantar mensal
A feijoca é cultivada na nossa Região e é um prato muito forte e de grande alimento, próprio para combater o frio, ao ser misturada com arroz, torna-se num prato especial comido na nossa zona acompanhamento de peixe ou carne
Hoje vamos ter :
enguias e carapaus fritos com arroz de feijoca e as carnes grelhadas, acompanhamento vinho tinto e branco.
Friday, March 07, 2008
Calendário de Março 2008
Março
1 – S. Rosendo
2 – Beata Inês de Praga
3 – S. Mário
4 – S. Casimiro
5 – S. José da Cruz
6 – S. Olegário
7 – Santa Perpétua e Santa Felicidade
8 – S. João de Deus
9 – Santa Francisca Romana
10 – Santos Mártires de Sebaste
11 – Santo Eulógio
12 – Beato Luis Oreone
13 – S. Rodrigo
14 – Santa Matilde
15 – Santa Luisa de Marillac
16 – S. Julião de Anasarbo
17 – S. Patrício
18 – S. Cirilo de Jerusalém
19 – S. José, Esposo da Bem-Aventurada Virgem Maria
20 – Santa Eufémia
21 – S. Nicolau de Flue
22 – S. Zacarias
23 – S. Turíbio de Mongrovejo
24 – Santa Catarina da Suécia
25 – Anunciação do Senhor
26 – S. Bráulio
27 – S. João do Egipto
28 – S. Sisto
29 – Santo Eustácio
30 – S. João Clímaco
31 – Santo Acácio de Antioquia
1 – S. Rosendo
2 – Beata Inês de Praga
3 – S. Mário
4 – S. Casimiro
5 – S. José da Cruz
6 – S. Olegário
7 – Santa Perpétua e Santa Felicidade
8 – S. João de Deus
9 – Santa Francisca Romana
10 – Santos Mártires de Sebaste
11 – Santo Eulógio
12 – Beato Luis Oreone
13 – S. Rodrigo
14 – Santa Matilde
15 – Santa Luisa de Marillac
16 – S. Julião de Anasarbo
17 – S. Patrício
18 – S. Cirilo de Jerusalém
19 – S. José, Esposo da Bem-Aventurada Virgem Maria
20 – Santa Eufémia
21 – S. Nicolau de Flue
22 – S. Zacarias
23 – S. Turíbio de Mongrovejo
24 – Santa Catarina da Suécia
25 – Anunciação do Senhor
26 – S. Bráulio
27 – S. João do Egipto
28 – S. Sisto
29 – Santo Eustácio
30 – S. João Clímaco
31 – Santo Acácio de Antioquia
Wednesday, February 20, 2008
O CHEFE E OS INDIOS ou os INDIOS E O CHEFE...
Com a aproximação do Inverno, os índios foram ter com o chefe:
- Chefe, o Inverno este ano será rigoroso ou ameno?
O chefe, vivendo tempos modernos, não tinha aprendido como seus ancestrais os segredos de meteorologia. Mas claro, não podia demonstrar insegurança ou dúvida. Olhou para o céu, estendeu as mãos para sentir os ventos e em tom sereno e firme disse:
- Teremos um Inverno muito forte... é bom ir apanhar muita lenha!
Na semana seguinte, preocupado com a sua previsão, telefonou para o Serviço Nacional de Meteorologia e ouviu a resposta:
- Sim, o Inverno deste ano será muito frio!
Sentindo-se mais seguro, dirigiu-se de novo ao seu povo:
- É melhor recolhermos mais lenha... Vamos ter um Inverno rigoroso!
Dois dias depois, ligou novamente para o Serviço Meteorológico e ouviu a confirmação:
- Sim... Este ano o Inverno será rigoroso!
Voltou ao povo e disse:
- Teremos um Inverno muito rigoroso. Recolham todo e qualquer pedaço de Lenha que encontrarem, teremos que aproveitar até os gravetos.
Uma semana depois, ainda não satisfeito, ligou para o Serviço Meteorológico outra vez:
- Vocês têm certeza de que teremos um Inverno tão rigoroso assim?
- Sim, responde o meteorologista de plantão. Este ano teremos um frio muito intenso.
- Como têm vocês assim tanta certeza?
- É que este ano os índios estão a apanhar muita lenha!...
- Chefe, o Inverno este ano será rigoroso ou ameno?
O chefe, vivendo tempos modernos, não tinha aprendido como seus ancestrais os segredos de meteorologia. Mas claro, não podia demonstrar insegurança ou dúvida. Olhou para o céu, estendeu as mãos para sentir os ventos e em tom sereno e firme disse:
- Teremos um Inverno muito forte... é bom ir apanhar muita lenha!
Na semana seguinte, preocupado com a sua previsão, telefonou para o Serviço Nacional de Meteorologia e ouviu a resposta:
- Sim, o Inverno deste ano será muito frio!
Sentindo-se mais seguro, dirigiu-se de novo ao seu povo:
- É melhor recolhermos mais lenha... Vamos ter um Inverno rigoroso!
Dois dias depois, ligou novamente para o Serviço Meteorológico e ouviu a confirmação:
- Sim... Este ano o Inverno será rigoroso!
Voltou ao povo e disse:
- Teremos um Inverno muito rigoroso. Recolham todo e qualquer pedaço de Lenha que encontrarem, teremos que aproveitar até os gravetos.
Uma semana depois, ainda não satisfeito, ligou para o Serviço Meteorológico outra vez:
- Vocês têm certeza de que teremos um Inverno tão rigoroso assim?
- Sim, responde o meteorologista de plantão. Este ano teremos um frio muito intenso.
- Como têm vocês assim tanta certeza?
- É que este ano os índios estão a apanhar muita lenha!...
Wednesday, February 06, 2008
Friday, January 25, 2008
Thursday, January 03, 2008
Sunday, December 30, 2007
QUADRAS À "DESGARRADA"
Na Literatura Oral Tradicional integram-se enunciados cuja divulgação se faz por via da transmissão oral, por vezes durante séculos, de geração para geração, de comunidade para comunidade, de indivíduo para indivíduo — os contos e as quadras populares, as cantigas infantis, os provérbios, as adivinhas, as anedotas (o género mais vivo) são alguns desses enunciados de que todos nós, certamente, já fomos um dia transmissores.
De origem mais ou menos remota e o maior número das vezes de autor anónimo, estes enunciados registam-se na memória dos povos e fazem parte do conjunto das tradições, usos e costumes populares de um país. Podemos dizer que integram um conjunto vasto de tradições a par das festas, das danças, dos jogos, das crenças e das superstições, das rezas, da culinária... A produção e transmissão dos textos da literatura oral encontram-se, normalmente, associadas a outras práticas populares e quotidianas: pensemos, por exemplo, nas quadras “à desgarrada” em festas de aldeia, nas “Janeiras” cantadas de porta em porta em certas regiões, nas “rezas” entoadas em dia de trovoada, nos “romances” recitados por grupos de ceifeiros, ritmando o trabalho, nos contos de fadas que nos embalavam à hora de adormecer ou nas anedotas que contamos numa reunião de amigos. (Guia de Aprendizagem. Português. Ensino Secundário, Ed. ME, 1996 - adaptado)
Neste espaço vamos tentar iniciar hoje a publicitação de " quadras à desgararda"De origem mais ou menos remota e o maior número das vezes de autor anónimo, estes enunciados registam-se na memória dos povos e fazem parte do conjunto das tradições, usos e costumes populares de um país. Podemos dizer que integram um conjunto vasto de tradições a par das festas, das danças, dos jogos, das crenças e das superstições, das rezas, da culinária... A produção e transmissão dos textos da literatura oral encontram-se, normalmente, associadas a outras práticas populares e quotidianas: pensemos, por exemplo, nas quadras “à desgarrada” em festas de aldeia, nas “Janeiras” cantadas de porta em porta em certas regiões, nas “rezas” entoadas em dia de trovoada, nos “romances” recitados por grupos de ceifeiros, ritmando o trabalho, nos contos de fadas que nos embalavam à hora de adormecer ou nas anedotas que contamos numa reunião de amigos. (Guia de Aprendizagem. Português. Ensino Secundário, Ed. ME, 1996 - adaptado)
1) O vinho que aqui tenho
é filho da cepa torta
aos homens faz cantar o fado
às mulheres errar a porta
2) Venham copos e venha o vinho
venha mais uma canecada
o dinheiro paga tudo
não se fica a dever nada
3) Não há pão como o de trigo
nem carne como a de carneiro
não há vinho como o tinto
nem amor como o primeiro
Friday, December 14, 2007
A SOPA DE PEDRA ( a verdadeira)
Trata-se [o frade] de um conto tradicional português, recolhido por Teófilo Braga, que mostra como surgiu, segundo a tradição popular, a sopa de pedra. Hoje, este conto anda de mãos dadas com uma história de família, que começou há cerca de 40 anos, no local onde se situa actualmente o restaurante O Toucinho. Este local era antigamente uma mercearia. Os donos eram pessoas que gostavam muito de conviver e, a certa altura, começaram a convidar os fornecedores da mercearia para o almoço, para que não seguissem viagem de estômago vazio. Certo dia, o almoço era uma sopa escura, saborosa, mas sem nome. Na semana seguinte, todos quiseram deliciar-se novamente com o saboroso manjar. Os donos já não sabiam que sopa era. Foi então que os convidados lembraram:- “Era aquela sopa escura, que tinha uma cor parecida com a cor das pedras da rua.”
Hélia Costa, dona do restaurante O Toucinho, conta que o nome da sopa surgiu do facto de, antigamente, as ruas da zona serem todas de pedra muito escura. “Posteriormente, por graça, começámos a pôr a pedra na sopa.” “Foi a minha avó, Mariana, que inventou a sopa de pedra.” Foi ela que há 40 anos fez o tal almoço, que tanto agradou aos convidados. Actualmente, com 91 anos de idade, D. Mariana levanta-se todos os dias às 5 da manhã, para pôr a panela ao lume. Hélia Costa assegura que “esta sopa não faz mal a ninguém. Não tem nada de refogados.” Diariamente, o ritual é o mesmo. “A minha avó põe a panela ao lume, logo com o feijão no fundo. Depois a cebola, alho, um ramo grande de louro, o chispe devidamente salgado, a orelha de porco também salgada, o toucinho, uma quantidade boa de colorau, pimenta, um bocadinho de piri-piri e água. Depois põe a cozer. A meio da cozedura põem-se os enchidos, o chouriço, a morcela e a farinheira. Não podem estar tanto tempo na panela, porque cozem muito mais depressa. Quando a carne está cozida, retira-se, corta-se tudo em pequenos pedaços e deixa-se o feijão cozer um bocadinho mais. Depois de cozido mistura-se a batata, rectificam-se os temperos de sal e piri-piri e está feito. No final, leva um molho de coentros picados.” De facto, parece simples a confecção deste verdadeiro pitéu. Mas existem segredos que não se contam. Hélia Costa afirma que hoje já se vê sopa de pedra em todo o lado, mas parte dela é adulterada, no que diz respeito à receita. Histórias à parte, a verdadeira sopa de pedra come-se em Almeirim. É um prato saboroso, que constitui uma verdadeira refeição, apreciada por todos, de norte a sul do país e até mesmo do estrangeiro. ( ouvi esta narração ao Dr. Eurico no decorrer da homenagem que foi prestada ao seu criador )
Hélia Costa, dona do restaurante O Toucinho, conta que o nome da sopa surgiu do facto de, antigamente, as ruas da zona serem todas de pedra muito escura. “Posteriormente, por graça, começámos a pôr a pedra na sopa.” “Foi a minha avó, Mariana, que inventou a sopa de pedra.” Foi ela que há 40 anos fez o tal almoço, que tanto agradou aos convidados. Actualmente, com 91 anos de idade, D. Mariana levanta-se todos os dias às 5 da manhã, para pôr a panela ao lume. Hélia Costa assegura que “esta sopa não faz mal a ninguém. Não tem nada de refogados.” Diariamente, o ritual é o mesmo. “A minha avó põe a panela ao lume, logo com o feijão no fundo. Depois a cebola, alho, um ramo grande de louro, o chispe devidamente salgado, a orelha de porco também salgada, o toucinho, uma quantidade boa de colorau, pimenta, um bocadinho de piri-piri e água. Depois põe a cozer. A meio da cozedura põem-se os enchidos, o chouriço, a morcela e a farinheira. Não podem estar tanto tempo na panela, porque cozem muito mais depressa. Quando a carne está cozida, retira-se, corta-se tudo em pequenos pedaços e deixa-se o feijão cozer um bocadinho mais. Depois de cozido mistura-se a batata, rectificam-se os temperos de sal e piri-piri e está feito. No final, leva um molho de coentros picados.” De facto, parece simples a confecção deste verdadeiro pitéu. Mas existem segredos que não se contam. Hélia Costa afirma que hoje já se vê sopa de pedra em todo o lado, mas parte dela é adulterada, no que diz respeito à receita. Histórias à parte, a verdadeira sopa de pedra come-se em Almeirim. É um prato saboroso, que constitui uma verdadeira refeição, apreciada por todos, de norte a sul do país e até mesmo do estrangeiro. ( ouvi esta narração ao Dr. Eurico no decorrer da homenagem que foi prestada ao seu criador )
Friday, November 09, 2007
ASSALTO
Um ladrão, decide assaltar uma loja do Benfica.
Quando é apanhado pela polícia, com uma pilha de camisolas, (a caminho da feira do RELÓGIO) defende-se, dizendo:
"São rosas, senhor, são rosas "!!!
Quando é apanhado pela polícia, com uma pilha de camisolas, (a caminho da feira do RELÓGIO) defende-se, dizendo:
"São rosas, senhor, são rosas "!!!
Wednesday, November 07, 2007
Monday, October 29, 2007
Jantar 2 de Novembro ( Sexta-Feira) de 2007
O Jantar "Tertuliano" de 2 de Novembro ( sexta-feira) será aprtir das 19,30 horas , no TÓZE ( Paço dos Negros - Almeirim - Portugal)
De acordo com as regras gastronómicas da TERTÚLIA a " cabidela" será á moda da " Ribeira de Muge"
De acordo com as regras gastronómicas da TERTÚLIA a " cabidela" será á moda da " Ribeira de Muge"
A mentira do atestado médico
Imagine o meu caro que é professor, que é dia de exame do 12º ano e
vai ter de fazer uma vigilância.
Continue a imaginar. O despertador avariou durante a noite. Ou fica
preso no elevador. Ou o seu filho, já à porta do infantário, vomitou o
quente, pastoso, húmido e fétido pequeno-almoço em cima da sua
imaculada camisa.
Teve, portanto, de faltar à vigilância. Tem falta.
Ora esta coisa de um professor ficar com faltas injustificadas é
complicada, por isso convém justificá-la. A questão agora é: como
justificá-la?
Passemos então à parte divertida. A única justificação para o facto de
ficar preso no elevador, do despertador avariar ou de não poder ir
para uma sala do exame com a camisa vomitada, ababalhada e
malcheirosa, é um atestado médico.
Qualquer pessoa com um pouco de bom senso percebe que quem precisa
aqui do atestado médico será o despertador ou o elevador. Mas não. Só
uma doença poderá justificar sua ausência na sala do exame. Vai ao
médico. E, a partir este momento, a situação deixa de ser divertida
para passar a ser hilariante.
Chega-se ao médico com o ar mais saudável deste mundo. Enfim, com o
sorriso de Jorge Gabriel misturado com o ar rosado do Gabriel Alves e
a felicidade do padre Melícias. A partir deste momento mágico, gera-se
um fenómeno que só pode ser explicado através de noções básicas da
psicopatologia da vida quotidiana. Os mesmos que explicam uma hipnose
colectiva em Felgueiras, o holocausto nazi ou o sucesso da TVI.
O professor sabe que não está doente. O médico sabe que ele não está
doente. O presidente do executivo sabe que ele não está doente. O
director regional sabe que ele não está doente. O Ministério da
Educação sabe que ele não está doente. O próprio legislador, que manda
a um professor que fica preso no elevador apresentar um atestado
médico, também sabe que o professor não está doente.
Ora, num país em que isto acontece, para além do despertador que não
toca, do elevador parado e da camisa vomitada, é o próprio país que
está doente.
Um país assim, onde a mentira é legislada, só pode mesmo ser um país
doente.
Vamos lá ver, a mentira em si não é patológica. Até pode ser racional,
útil e eficaz em certas ocasiões. O que já será patológico é o desejo
que temos de sermos enganados ou a capacidade para fingirmos que a
mentira é verdade.
Lá nesse aspecto somos um bom exemplo do que dizia Goebbels: uma
mentira várias vezes repetida transforma-se numa verdade. Já
Aristóteles percebia uma coisa muito engraçada: quando vamos ao
teatro, vamos com o desejo e uma predisposição para sermos enganados.
Mas isso é normal. Sabemos bem, depois de termos chorado baba e ranho
a ver o "ET", que este é um boneco e que temos de poupar a baba e o
ranho para outras ocasiões. O problema é que em Portugal a ficção se
confunde com a realidade. Portugal é ele próprio uma produção
fictícia, provavelmente mesmo desde D.Afonso Henriques, que Deus me
perdoe. A começar pela política. Os nossos políticos são
descaradamente mentirosos. Só que ninguém leva a mal porque já estamos
habituados. Aliás, em Portugal é-se penalizado por falar verdade,
mesmo que seja por boas razões, o que significa que em Portugal não há
boas razões para falar verdade. Se eu, num ambiente formal, disser a
uma pessoa que tem uma nódoa na camisa, ela irá levar a mal. Fica
ofendida se eu digo isso é para a ajudar, para que possa disfarçar a
nódoa e não fazer má figura. Mas ela fica zangada comigo só porque eu
vi a nódoa, sabe que eu sei que tem a nódoa e porque assumi perante
ela que sei que tem a nódoa e que sei que ela sabe que eu sei. Nós,
portugueses, adoramos viver enganados, iludidos e achamos normal que
assim seja. Por exemplo, lemos revistas sociais e ficamos derretidos
(não falo do cérebro, mas de um plano emocional) ao vermos casais
felicíssimos e com vidas de sonho.
Pronto, sabemos que aquilo é tudo mentira, que muitos deles divorciam-se ao fim de três meses e que outros vivem um alcoolismo disfarçado. Mas adoramos fingir que aquilo é tudo verdade.
Somos pobres, mas vivemos como os alemães e os franceses. Somos ignorantes e culturalmente miseráveis, mas somos doutores e engenheiros.
Fazemos malabarismos e contorcionismos financeiros, mas vamos passar férias a Fortaleza. Fazemos estádios caríssimos para dois ou três jogos em 15 dias, temos auto-estradas modernas e europeias, mas para ver passar, a seu lado, entulho, lixo, mato por limpar, eucaliptos, floresta queimada, barracões com chapas de zinco, casas horríveis e fábricas desactivadas.
Portugal mente compulsivamente. Mente perante si próprio e mente perante o mundo. Claro que não é um professor que falta à vigilância de um exame por ficar preso no elevador que precisa de um atestado médico. É Portugal que precisa, antes que comece a vomitar sobre si próprio
vai ter de fazer uma vigilância.
Continue a imaginar. O despertador avariou durante a noite. Ou fica
preso no elevador. Ou o seu filho, já à porta do infantário, vomitou o
quente, pastoso, húmido e fétido pequeno-almoço em cima da sua
imaculada camisa.
Teve, portanto, de faltar à vigilância. Tem falta.
Ora esta coisa de um professor ficar com faltas injustificadas é
complicada, por isso convém justificá-la. A questão agora é: como
justificá-la?
Passemos então à parte divertida. A única justificação para o facto de
ficar preso no elevador, do despertador avariar ou de não poder ir
para uma sala do exame com a camisa vomitada, ababalhada e
malcheirosa, é um atestado médico.
Qualquer pessoa com um pouco de bom senso percebe que quem precisa
aqui do atestado médico será o despertador ou o elevador. Mas não. Só
uma doença poderá justificar sua ausência na sala do exame. Vai ao
médico. E, a partir este momento, a situação deixa de ser divertida
para passar a ser hilariante.
Chega-se ao médico com o ar mais saudável deste mundo. Enfim, com o
sorriso de Jorge Gabriel misturado com o ar rosado do Gabriel Alves e
a felicidade do padre Melícias. A partir deste momento mágico, gera-se
um fenómeno que só pode ser explicado através de noções básicas da
psicopatologia da vida quotidiana. Os mesmos que explicam uma hipnose
colectiva em Felgueiras, o holocausto nazi ou o sucesso da TVI.
O professor sabe que não está doente. O médico sabe que ele não está
doente. O presidente do executivo sabe que ele não está doente. O
director regional sabe que ele não está doente. O Ministério da
Educação sabe que ele não está doente. O próprio legislador, que manda
a um professor que fica preso no elevador apresentar um atestado
médico, também sabe que o professor não está doente.
Ora, num país em que isto acontece, para além do despertador que não
toca, do elevador parado e da camisa vomitada, é o próprio país que
está doente.
Um país assim, onde a mentira é legislada, só pode mesmo ser um país
doente.
Vamos lá ver, a mentira em si não é patológica. Até pode ser racional,
útil e eficaz em certas ocasiões. O que já será patológico é o desejo
que temos de sermos enganados ou a capacidade para fingirmos que a
mentira é verdade.
Lá nesse aspecto somos um bom exemplo do que dizia Goebbels: uma
mentira várias vezes repetida transforma-se numa verdade. Já
Aristóteles percebia uma coisa muito engraçada: quando vamos ao
teatro, vamos com o desejo e uma predisposição para sermos enganados.
Mas isso é normal. Sabemos bem, depois de termos chorado baba e ranho
a ver o "ET", que este é um boneco e que temos de poupar a baba e o
ranho para outras ocasiões. O problema é que em Portugal a ficção se
confunde com a realidade. Portugal é ele próprio uma produção
fictícia, provavelmente mesmo desde D.Afonso Henriques, que Deus me
perdoe. A começar pela política. Os nossos políticos são
descaradamente mentirosos. Só que ninguém leva a mal porque já estamos
habituados. Aliás, em Portugal é-se penalizado por falar verdade,
mesmo que seja por boas razões, o que significa que em Portugal não há
boas razões para falar verdade. Se eu, num ambiente formal, disser a
uma pessoa que tem uma nódoa na camisa, ela irá levar a mal. Fica
ofendida se eu digo isso é para a ajudar, para que possa disfarçar a
nódoa e não fazer má figura. Mas ela fica zangada comigo só porque eu
vi a nódoa, sabe que eu sei que tem a nódoa e porque assumi perante
ela que sei que tem a nódoa e que sei que ela sabe que eu sei. Nós,
portugueses, adoramos viver enganados, iludidos e achamos normal que
assim seja. Por exemplo, lemos revistas sociais e ficamos derretidos
(não falo do cérebro, mas de um plano emocional) ao vermos casais
felicíssimos e com vidas de sonho.
Pronto, sabemos que aquilo é tudo mentira, que muitos deles divorciam-se ao fim de três meses e que outros vivem um alcoolismo disfarçado. Mas adoramos fingir que aquilo é tudo verdade.
Somos pobres, mas vivemos como os alemães e os franceses. Somos ignorantes e culturalmente miseráveis, mas somos doutores e engenheiros.
Fazemos malabarismos e contorcionismos financeiros, mas vamos passar férias a Fortaleza. Fazemos estádios caríssimos para dois ou três jogos em 15 dias, temos auto-estradas modernas e europeias, mas para ver passar, a seu lado, entulho, lixo, mato por limpar, eucaliptos, floresta queimada, barracões com chapas de zinco, casas horríveis e fábricas desactivadas.
Portugal mente compulsivamente. Mente perante si próprio e mente perante o mundo. Claro que não é um professor que falta à vigilância de um exame por ficar preso no elevador que precisa de um atestado médico. É Portugal que precisa, antes que comece a vomitar sobre si próprio
Thursday, October 18, 2007
JANTAR DE 12 de OUTUBRO DE 2007
Realizou-se na "Clinica do Vinagre" o jantar Tertuliano de 12 de Outubro de 2007.
Estamos à espera que um dos tertulianos nos envie as fotos!
Estamos à espera que um dos tertulianos nos envie as fotos!
A TESE DE DOTOURAMENTO
FÁBULA...dos nossos tempos!
A TESE DO COELHO Era um dia lindo e ensolarado o coelho saiu de sua toca com o notebook e pôs-se a trabalhar, bem concentrado. Pouco depois passou por ali a raposa e viu aquele suculento coelhinho tão distraído, que chegou a salivar.
No entanto, ficou intrigada com a atividade do coelho e aproximou-se, curiosa:
Coelhinho, o que você está fazendo aí, tão concentrado?
Estou redigindo a minha tese de doutorado - disse o coelho, sem tirar os olhos do trabalho.
- Hummmm... e qual é o tema da sua tese?
- Ah, é uma teoria provando que os coelhos são os verdadeiros predadores naturais das raposas.
A raposa ficou indignada:
Ora!!! Isso é ridículo!!! Nós é que somos os predadores dos coelhos!
Absolutamente! Venha comigo à minha toca que eu mostro a minha prova experimental.
O coelho e a raposa entram na toca. Poucos instantes depois se ouvem alguns ruídos indecifráveis, alguns poucos grunhidos e depois silêncio.
Em seguida, o coelho volta, sozinho, e mais uma vez retoma os trabalhos de sua tese, como se nada tivesse acontecido.
Meia hora depois passa um lobo. Ao ver o apetitoso coelhinho, tão distraído, agradece mentalmente à cadeia alimentar por estar com o seu jantar garantido.
No entanto, o lobo também acha muito curioso um coelho trabalhando naquela
concentração toda. O lobo resolve então saber do que se trata aquilo tudo, antes de devorar o coelhinho.
Olá, jovem coelhinho! O que o faz trabalhar tão arduamente?
- Minha tese de doutorado, seu lobo. É uma teoria que venho desenvolvendo há algum tempo e que prova que nós, coelhos, somos os grandes predadores naturais de vários animais carnívoros, inclusive dos lobos
O lobo não se conteve e farfalha de risos com a petulância do coelho.
- Ah, ah, ah, ah!!! Coelhinho! Apetitoso coelhinho! Isto é um despropósito. Nós, os lobos, é que somos os genuínos predadores naturais dos coelhos. Aliás, chega de conversa...
- Desculpe-me, mas se você quiser eu posso apresentar a minha prova experimental. Você gostaria de acompanhar-me à minha toca....
O lobo não consegue acreditar na sua boa sorte.
Ambos desaparecem toca adentro. Alguns instantes depois se ouvem uivos desesperados, ruídos de mastigação e ... silêncio. Mais uma vez o coelho retorna sozinho, impassível, e volta ao trabalho de redacção da sua tese, como se nada tivesse acontecido.
Dentro da toca do coelho vê-se uma enorme pilha de ossos ensangüentados e pelancas de diversas ex-raposas e, ao lado desta, outra pilha ainda maior de ossos e restos mortais daquilo que um dia foram lobos.
Ao centro das duas pilhas de ossos, um enorme leão, satisfeito, bem alimentado, a palitar os dentes.
MORAL DA HISTÓRIA:
1. Não importa quão absurdo é o tema de sua tese;
2. Não importa se você não tem o mínimo fundamento científico;
3. Não importa se as suas experiências nunca cheguem a provar sua teoria;
4. Não importa nem mesmo se suas idéias vão contra o mais óbvio dos conceitos lógicos...
- 5. O que importa é QUEM É O SEU PADRINHO
A TESE DO COELHO Era um dia lindo e ensolarado o coelho saiu de sua toca com o notebook e pôs-se a trabalhar, bem concentrado. Pouco depois passou por ali a raposa e viu aquele suculento coelhinho tão distraído, que chegou a salivar.
No entanto, ficou intrigada com a atividade do coelho e aproximou-se, curiosa:
Coelhinho, o que você está fazendo aí, tão concentrado?
Estou redigindo a minha tese de doutorado - disse o coelho, sem tirar os olhos do trabalho.
- Hummmm... e qual é o tema da sua tese?
- Ah, é uma teoria provando que os coelhos são os verdadeiros predadores naturais das raposas.
A raposa ficou indignada:
Ora!!! Isso é ridículo!!! Nós é que somos os predadores dos coelhos!
Absolutamente! Venha comigo à minha toca que eu mostro a minha prova experimental.
O coelho e a raposa entram na toca. Poucos instantes depois se ouvem alguns ruídos indecifráveis, alguns poucos grunhidos e depois silêncio.
Em seguida, o coelho volta, sozinho, e mais uma vez retoma os trabalhos de sua tese, como se nada tivesse acontecido.
Meia hora depois passa um lobo. Ao ver o apetitoso coelhinho, tão distraído, agradece mentalmente à cadeia alimentar por estar com o seu jantar garantido.
No entanto, o lobo também acha muito curioso um coelho trabalhando naquela
concentração toda. O lobo resolve então saber do que se trata aquilo tudo, antes de devorar o coelhinho.
Olá, jovem coelhinho! O que o faz trabalhar tão arduamente?
- Minha tese de doutorado, seu lobo. É uma teoria que venho desenvolvendo há algum tempo e que prova que nós, coelhos, somos os grandes predadores naturais de vários animais carnívoros, inclusive dos lobos
O lobo não se conteve e farfalha de risos com a petulância do coelho.
- Ah, ah, ah, ah!!! Coelhinho! Apetitoso coelhinho! Isto é um despropósito. Nós, os lobos, é que somos os genuínos predadores naturais dos coelhos. Aliás, chega de conversa...
- Desculpe-me, mas se você quiser eu posso apresentar a minha prova experimental. Você gostaria de acompanhar-me à minha toca....
O lobo não consegue acreditar na sua boa sorte.
Ambos desaparecem toca adentro. Alguns instantes depois se ouvem uivos desesperados, ruídos de mastigação e ... silêncio. Mais uma vez o coelho retorna sozinho, impassível, e volta ao trabalho de redacção da sua tese, como se nada tivesse acontecido.
Dentro da toca do coelho vê-se uma enorme pilha de ossos ensangüentados e pelancas de diversas ex-raposas e, ao lado desta, outra pilha ainda maior de ossos e restos mortais daquilo que um dia foram lobos.
Ao centro das duas pilhas de ossos, um enorme leão, satisfeito, bem alimentado, a palitar os dentes.
MORAL DA HISTÓRIA:
1. Não importa quão absurdo é o tema de sua tese;
2. Não importa se você não tem o mínimo fundamento científico;
3. Não importa se as suas experiências nunca cheguem a provar sua teoria;
4. Não importa nem mesmo se suas idéias vão contra o mais óbvio dos conceitos lógicos...
- 5. O que importa é QUEM É O SEU PADRINHO
Thursday, September 06, 2007
JANTAR DIA 7 Setembro de 2007
O jantar de sexta - feira dia 7 de Setembro de 2007 vai realizar-se no Carribana/ Marianos
Inscrições pelo telémovel, o mesmo terá inicio a partir das 19,45 horas e constará de "coelho bravo" servido sobre várias maneiras à moda da Ribeira de Muge.
Inscrições pelo telémovel, o mesmo terá inicio a partir das 19,45 horas e constará de "coelho bravo" servido sobre várias maneiras à moda da Ribeira de Muge.
Friday, July 13, 2007
Jantar dia 7 de Setembro de 2007
O pessoal "tertuliano" volta no dia 7 de Setembro de 2007 , com um jantar no "bagaço"
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